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sábado, fevereiro 02, 2013

Zero Desperdício = Zero Fome



O flagelo do desperdício de alimentos ainda acontece em Portugal flagrantemente, temos o exemplo das toneladas de alimentos que vão dos supermercados directamente para o lixo todas as semanas. 

Isto vem em consonância com as notícias que ultimamente têm sido veiculadas, mediante a preocupação face ao aumento da população mundial, da Fome  e a agenda da ONU que encetou uma campanha também contra o desperdício alimentar. (link para notícia)

É necessária actuação local que até pode ser em regime de voluntariado dos jovens, por exemplo,  para recolha de alimentos ou estabelecimento de protocolos junto dos supermercados (como é sabido e foi noticiado, o Pingo Doce é uma das cadeias, penso que com franchising, que deita muitos produtos para o lixo, nomeadamente gourmets! :D ) para esse efeito e posterior distribuição/entrega junto das instituições carenciadas nas respectivas localidades.

Sei que já há muitas empresas que doam os alimentos, mas quando ainda há toneladas a serem desperdiçadas é necessário fazer algo.

Há actos simples que mitigam a estupidez que é o desperdício e o desaproveitamento quando há cada vez mais necessidade em todas as populações locais. É só uma questão de boa organização, como quase tudo :)

Esta parece-me uma espectacular iniciativa nesse sentido: http://www.zerodesperdicio.pt/Participar


terça-feira, novembro 27, 2012

Portugal é capaz, texto de Nicolau Santos


Eu conheço um país que:

.em 30 anos passou de uma das piores
taxas de mortalidade infantil
para a quarta mais baixa taxa a nível
mundial ((80 por mil - 3 por mil).

.em oito anos construiu o segundo
mais importante registo europeu
de dadores de medula óssea,
indispensável no combate às doenças
leucémicas.

.é líder mundial no transplante de
fígado
. está em segundo lugar no transplante
de rins.
.é líder mundial na aplicação de
implantes imediatos e próteses
dentárias fixas para desdentados
totais.

.tem uma empresa que desenvolveu
um software para eliminação do
papel, enquanto suporte do registo
clínico nos hospitais (Alert)

.tem uma das maiores empresas
ibéricas na informatização de
farmácias (Glint)

. inventou o primeiro antiepilético de
raiz portuguesa (Bial).

Eu conheço um país que

.é líder mundial no sector da energia
renovável

.é o quarto maior produtor de energia
eólica do mundo

.está a construir o maior plano de
barragens (dez) a nível europeu (EDP).

Eu conheço um país que

.inventou e desenvolveu o primeiro
sistema mundial de pagamentos
pré-pagos para telemóveis (PT),

.é líder mundial em software de
identificação (NDrive),

.tem uma empresa que corrige e
detecta as falhas do sistema
informático da NASA (Critical) e

.tem a melhor incubadora de
empresas do mundo (Instituto Pedro
Nunes da Universidade de Coimbra)

.calça cem milhões de pessoas em
todo o mundo e produz o
segundo calçado mais caro a nível
planetário, logo a seguir ao
italiano.

.fabrica lençóis inovadores, com
diferentes odores e propriedades
anti-germes, onde dormem, por
exemplo, 30 milhões de americanos.

.é o «state of art» nos moldes de
plástico

.é líder mundial de tecnologia de
transformadores de energia (Efacec)

.revolucionou o conceito do papel
higiénico(Renova).

.tem um dos melhores sistemas de
Multibanco a nível mundial

.desenvolveu um sistema inovador de
pagamento nas portagens das
auto-estradas (Via Verde).

.revolucionou o sector da distribuição

.ganha prémios pela construção de
centros comerciais noutros países
(Sonae Sierra)

.lidera, destacadíssimo, o sector do
«hard-discount» na Polónia
(Jerónimo Martins).

.fabrica os fatos de banho que
pulverizaram recordes nos Jogos
Olímpicos de Pequim

.vestiu dez das selecções hípicas que
estiveram nesses Jogos

.é o maior produtor mundial de
caiaques para desporto

.tem uma das melhores seleções de
futebol do mundo

.o melhor treinador do planeta (José
Mourinho)
e um dos melhores jogadores
(Cristiano Ronaldo).

.tem um Prémio Nobel da Literatura
(José Saramago)

.tem uma das mais notáveis
intérpretes de Mozart (Maria João
Pires)
.tem vários pintores e escultores
reconhecidos internacionalmente
(Paula Rego, Júlio Pomar,
Maria Helena Vieira da Silva, João
Cutileiro)

.tem dois prémios Pritzker de
arquitectura (Sisa Vieira e Souto
Moura).


Portugal é capaz

A Navigator é líder mundial no segmento
do papel fino para escritório.
O grupo Portucel/Soporcel ocupa o 3º
lugar da lista dos maiores exportadores

O pinhão português está a ter uma
grande aceitação, devido à sua elevada
qualidade, e a Cecílio SA aumentou a
produção em 60%

O olival de regadio e azeite extra-virgem,
plantado em Ferreira do Alentejo por um
português regressado a Portugal, às
terras de família, já foi considerado o
melhor do mundo em concurso
internacional e já foi apodado de
petróleo verde.

Portugal é capaz
Nós somos capazes.


segunda-feira, outubro 15, 2012

Professora cria «remédio» contra bullying nas escolas

 Quando adolescente, a professora Deyse da Silva Sobrino media 1,72 metros e pesava 45 quilos. A jovem alta e magra sofria quando era insultada pelos colegas. Na altura, o termo bullying ainda não existia, mas a prática de criar apelidos maldosos e agredir de forma física ou verbal já fazia parte do quotidiano das escolas.

Actualmente, Deyse tem 60 anos e três licenciaturas: biologia, pedagogia e direito. A brasileira dá aulas há 42 anos e tenta passar aos seus alunos ensinamentos que vão além da informática.
Em 2010, Deyse decidiu tomar uma atitude contra o bullying nas escolas. Distribuiu um questionário anónimo por entre 309 alunos contendo perguntas como: você já sofreu bullying? Já praticou? Já viu alguém a praticar?
O resultado surpreendeu a professora: 70% dos alunos já presenciaram a prática, 44,5% já foram vítimas, 38,5% admitiram ter praticado bullying alguma vez na vida e 9,7% praticam constantemente. Os ambientes escolares onde o bullying esteve mais presente foram o pátio e a sala de aula.
Para inverter essa situação, a professora criou um medicamento fictício com a ajuda dos alunos, chamado Sitocol. Sob o slogan «Tomou o Sitocol hoje?», o remédio tem uma bula, escrita de forma colectiva entre os alunos. «Age no organismo produzindo consciência, modificando a maneira de agir das pessoas, o sentimento. Se usado em excesso, o Sitocol vai fazer rir muito e ter muita felicidade», destacou a professora.
Com a campanha, a redução da prática do bullying foi considerável. Em média, 700 alunos têm recebido, por ano, as orientações da professora Deyse, distribuídas por 21 turmas.
Ela pretende agora reaplicar o questionário entre os alunos no próximo ano, mas relata que a melhoria na atitude deles pode ser vista pelos corredores da instituição.

sexta-feira, julho 24, 2009

Gripe A está em “quase todo o mundo”e vacinas começarão a chegar já em Setembro


A gripe A H1N1já foi registada em quase todos os países do mundo, diz a Organização Mundial de Saúde (OMS). Foram já atingidas 160 nações e as 800 vítimas mortais levam a OMS a afirmar que “quase 100 por cento” do planeta está a ser afectado pela gripe A. As primeiras vacinas contra a pandemia devem estar disponíveis já em Setembro.

“Se considerarmos que a propagação do vírus atingiu 160 dos 193 Estados-membros (da OMS), estamos muito perto de 100 por cento”, declarou ontem à imprensa Gregory Hartl, porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Até ao momento, “não se observaram mutações no comportamento do vírus; o que se verifica ainda é uma expansão geográfica nos países”, disse o porta-voz. “Estaremos atentos a possíveis alterações do vírus”, assegurou.

A OMS anunciou que as vacinas para a gripe surgida no continente americano estarão disponíveis em poucos meses, a tempo do início do Outono no Hemisfério Norte. “Esperamos ter as primeiras vacinas em Setembro”, avançou Hartl. A Agência Europeia do Medicamento anunciou que está a dar prioridade à avaliação das vacinas que estão a ser elaboradas para colocar no mercado.

Ainda não está confirmada a necessidade de apenas uma ou duas injecções para garantir a imunidade, mas Hartl afirmou que os ensaios clínicos poderão dar certezas “do número de doses necessárias para uma pessoa ficar imune ao vírus”.

Quanto aos países mais pobres, está já garantida a doação de 150 milhões de vacinas por duas empresas farmacêuticas. A OMS está também a negociar com outros produtores de fármacos para assegurar o envio de mais doses aos países menos desenvolvidos. Sanofi-Aventis, Novartis, Baxter, GlaxoSmithKline e Solvay são algumas das empresas a fabricar vacinas para a gripe A.

“Pelo menos 50 governos em todo o mundo já pediram ou estão a negociar com empresas farmacêuticas para garantir vacinas contra o H1N1, que ainda estão a ser desenvolvidas e testadas”, declarou o responsável da OMS. A organização quer vacinar primeiro os profissionais de saúde a trabalhar nos países menos desenvolvidos para garantir que os hospitais e clínicas estejam abertos para receber os doentes.

O número de mortes causadas pela gripe suína “anda perto de 800”, indicou Hartl, depois de a OMS ter informado que irá deixar de contabilizar os casos de infecção. “Nas pandemias do passado, foram precisos mais de seis meses para os vírus se difundirem tão amplamente quanto o H1N1 alastrou, em menos de seis semanas”, explicou o porta-voz da OMS, que já tinha assinalado uma “propagação sem precedentes” para a gripe A.

Ninguém possui imunidade natural ao vírus, que tem uma “contaminação muito eficaz”. Mas os especialistas da OMS apontam para “o carácter benigno dos sintomas, até agora, na maioria dos infectados, que se restabelecem dentro de uma semana depois de aparecerem os primeiros indícios da doença, mesmo sem tratamento médico”. Mas pessoas que sofrem de outras doenças e grávidas estão especialmente vulneráveis e podem apresentar efeitos mais graves.

As autoridades de saúde temem uma combinação do H1N1 com outros vírus, como o H5N1, que causa a chamada gripe das aves, ou que se torne resistente aos medicamentos antivirais Tamiflu e Relenza. Hartl indicou que em cinco pacientes se diagnosticou um vírus da gripe A com resistência ao Tamiflu, mas que são apenas casos isolados e sem motivos para preocupação maior.

Margaret Chan, directora geral da OMS, apelou a uma procura dos serviços médicos com ponderação, feita apenas quando os sintomas são alarmantes.

in Jornal O Público