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quarta-feira, fevereiro 27, 2013
sábado, fevereiro 02, 2013
Zero Desperdício = Zero Fome
O flagelo do desperdício de alimentos ainda acontece em Portugal flagrantemente, temos o exemplo das toneladas de alimentos que vão dos supermercados directamente para o lixo todas as semanas.
Isto vem em consonância com as notícias que ultimamente têm sido veiculadas, mediante a preocupação face ao aumento da população mundial, da Fome e a agenda da ONU que encetou uma campanha também contra o desperdício alimentar. (link para notícia)
É necessária actuação local que até pode ser em regime de voluntariado dos jovens, por exemplo, para recolha de alimentos ou estabelecimento de protocolos junto dos supermercados (como é sabido e foi noticiado, o Pingo Doce é uma das cadeias, penso que com franchising, que deita muitos produtos para o lixo, nomeadamente gourmets! :D ) para esse efeito e posterior distribuição/entrega junto das instituições carenciadas nas respectivas localidades.
Sei que já há muitas empresas que doam os alimentos, mas quando ainda há toneladas a serem desperdiçadas é necessário fazer algo.
Há actos simples que mitigam a estupidez que é o desperdício e o desaproveitamento quando há cada vez mais necessidade em todas as populações locais. É só uma questão de boa organização, como quase tudo :)
Esta parece-me uma espectacular iniciativa nesse sentido: http://www.zerodesperdicio.pt/ Participar
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terça-feira, novembro 27, 2012
Portugal é capaz, texto de Nicolau Santos
Eu conheço um país que:
.em 30 anos passou de uma das piores
taxas de mortalidade infantil
para a quarta mais baixa taxa a nível
mundial ((80 por mil - 3 por mil).
.em oito anos construiu o segundo
mais importante registo europeu
de dadores de medula óssea,
indispensável no combate às doenças
leucémicas.
.é líder mundial no transplante de
fígado
. está em segundo lugar no transplante
de rins.
.é líder mundial na aplicação de
implantes imediatos e próteses
dentárias fixas para desdentados
totais.
.tem uma empresa que desenvolveu
um software para eliminação do
papel, enquanto suporte do registo
clínico nos hospitais (Alert)
.tem uma das maiores empresas
ibéricas na informatização de
farmácias (Glint)
. inventou o primeiro antiepilético de
raiz portuguesa (Bial).
Eu conheço um país que
.é líder mundial no sector da energia
renovável
.é o quarto maior produtor de energia
eólica do mundo
.está a construir o maior plano de
barragens (dez) a nível europeu (EDP).
Eu conheço um país que
.inventou e desenvolveu o primeiro
sistema mundial de pagamentos
pré-pagos para telemóveis (PT),
.é líder mundial em software de
identificação (NDrive),
.tem uma empresa que corrige e
detecta as falhas do sistema
informático da NASA (Critical) e
.tem a melhor incubadora de
empresas do mundo (Instituto Pedro
Nunes da Universidade de Coimbra)
.calça cem milhões de pessoas em
todo o mundo e produz o
segundo calçado mais caro a nível
planetário, logo a seguir ao
italiano.
.fabrica lençóis inovadores, com
diferentes odores e propriedades
anti-germes, onde dormem, por
exemplo, 30 milhões de americanos.
.é o «state of art» nos moldes de
plástico
.é líder mundial de tecnologia de
transformadores de energia (Efacec)
.revolucionou o conceito do papel
higiénico(Renova).
.tem um dos melhores sistemas de
Multibanco a nível mundial
.desenvolveu um sistema inovador de
pagamento nas portagens das
auto-estradas (Via Verde).
.revolucionou o sector da distribuição
.ganha prémios pela construção de
centros comerciais noutros países
(Sonae Sierra)
.lidera, destacadíssimo, o sector do
«hard-discount» na Polónia
(Jerónimo Martins).
.fabrica os fatos de banho que
pulverizaram recordes nos Jogos
Olímpicos de Pequim
.vestiu dez das selecções hípicas que
estiveram nesses Jogos
.é o maior produtor mundial de
caiaques para desporto
.tem uma das melhores seleções de
futebol do mundo
.o melhor treinador do planeta (José
Mourinho)
e um dos melhores jogadores
(Cristiano Ronaldo).
.tem um Prémio Nobel da Literatura
(José Saramago)
.tem uma das mais notáveis
intérpretes de Mozart (Maria João
Pires)
.tem vários pintores e escultores
reconhecidos internacionalmente
(Paula Rego, Júlio Pomar,
Maria Helena Vieira da Silva, João
Cutileiro)
.tem dois prémios Pritzker de
arquitectura (Sisa Vieira e Souto
Moura).
Portugal é capaz
A Navigator é líder mundial no segmento
do papel fino para escritório.
O grupo Portucel/Soporcel ocupa o 3º
lugar da lista dos maiores exportadores
O pinhão português está a ter uma
grande aceitação, devido à sua elevada
qualidade, e a Cecílio SA aumentou a
produção em 60%
O olival de regadio e azeite extra-virgem,
plantado em Ferreira do Alentejo por um
português regressado a Portugal, às
terras de família, já foi considerado o
melhor do mundo em concurso
internacional e já foi apodado de
petróleo verde.
Portugal é capaz
Nós somos capazes.
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terça-feira, outubro 02, 2012
"Montra Tek: Tablets para crianças"
"A informática e a eletrónica não interessam só a adultos. As consolas de jogos são a prova óbvia, mas não são a única. Os telemóveis também se tornaram apelativos para os mais novos e o que antes parecia estranho agora - goste-se ou não - é banal. Os miúdos têm o seu próprio equipamento móvel cada vez mais cedo e sabem usá-lo até ao limite. Em breve pode acontecer o mesmo com os tablets.
Aproveitando a "febre" dos adultos pelo formato, vários fabricantes estão a apostar em modelos de tablet à medida dos mais novos, uma medida que se faz de resistência de materiais e muitos jogos, claro está. Hoje deixamos-lhe algumas sugestões. Umas estão à venda em Portugal, outras não.
Começamos pela última estreia no mercado português: o SuperPaquito, da Imaginarium. Chegou às lojas portuguesas no início de setembro, sucedendo ao Paquito, também lançado pela marca. Nesta versão Super o tablet conta com um ecrã de 9,7 polegadas com 1024x768 pixéis.
A memória é de 16GB e a RAM de 1GB. O modelo integra duas câmaras (2 e 3 megapixéis) e o sistema operativo MagicOS, uma adaptação do Android (4.0) para crianças.
Neste momento estão à venda ambas as versões. O Paquito está mais limitado às funções de leitor multimédia e de livros digitais e custa 99 euros. O irmão mais velho custa 299 euros.
Semanas depois do lançamento oficial do Super Paquito a Toys R Us também garantiu que está a trabalhar no seu próprio tablet. De acordo com a informação avançada pela imprensa internacional, o modelo será lançado ainda durante o mês de outubro e vai chamar-se Tabeo. Nos Estados Unidos já pode mesmo ser encomendado (vai custar 149,90 euros). No resto do mundo não, nem há datas para a comercialização.
O equipamento conta com um ecrã de sete polegadas. Memória de 4GB, câmara frontal e ecrã capacitivo. Assegura conetividade Wi-Fi (igualmente disponível nos restantes modelos referidos) e suporte para HDMI.
O sistema operativo é Android e as aplicações previamente carregadas foram afinadas para uma formulação mais ligeira. Estarão pré-instaladas no dispositivo 50 aplicações infantis, que podem ser aumentadas via loja online, na Tabeo AppStore, com mais de sete mil conteúdos disponíveis.

O ChilpPad da Archos é outra opção à disposição de quem procura um tablet adaptado aos mais novos. O modelo conta com um ecrã de sete polegadas - entretanto atualizado para capacitivo - e um processador de 1GHz, com 1GB de RAM e 4GB de memória interna.

Ao nível do software a base é Android (na versão 4.0), mas a interface é adaptada ao público alvo. No que se refere aos conteúdos adicionais é feita uma aposta forte nos jogos, mas também estão disponíveis aplicações de outras categorias.
O modelo assegura ligação direta à AppsLib, uma loja de aplicações para crianças e jovens com mais de 10 mil conteúdos disponíveis.
Por cá o ChildPad pode ser encontrado em algumas lojas, como a Ensitel onde custa 119,90 euros, ou a Pixmania, com preços a partir de 100,28 euros (levantamento do produto no showroom).
Lançado em 2011 e entretanto atualizado para uma nova versão vale ainda a pena espreitar a proposta da Vinci, à venda na Amazon. Pode parecer difícil de acreditar, mas o fabricante garante que este é o único tablet desenhado e certificado para crianças a partir dos 18 meses.
A escolha de materiais não tóxicos, a ausência de conetividade 3G ou Wi-Fi, ou a moldura que protege o ecrã, contribuirão para a classificação. Para além disto, o tablet conta com aplicações infantis pré-carregadas, livros de histórias digitais e vídeos… tudo à medida de um público com idade até três anos.
O software é Android (2.3) e o ecrã de sete polegadas. O preço 199 dólares.
Baseado no design de referência da Intel, mas com o selo da portuguesa JP Sá Couto, também o Magalhães já tem uma versão tablet. Apresentado em julho, MGT1 é dirigido a utilizadores com mais de três anos. Conta com ligações Bluetooth e Wi-Fi e está também preparado para 3G. Integra uma câmara frontal de 0,3 megapixeis e uma câmara traseira de 2MP, que permitem fazer videoconferência ou capturar vídeo e fotografia. Ainda não tem data de lançamento conformada.

Resta sublinhar que todos os equipamentos referidos contam com software de controlo parental, permitindo aos educadores supervisionar a utilização e o acesso aos conteúdos no equipamento ou online.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Cristina A. Ferreira"
Fonte: http://tek.sapo.pt/extras/montra/montra_tek_tablets_para_criancas_1272986.html
Aproveitando a "febre" dos adultos pelo formato, vários fabricantes estão a apostar em modelos de tablet à medida dos mais novos, uma medida que se faz de resistência de materiais e muitos jogos, claro está. Hoje deixamos-lhe algumas sugestões. Umas estão à venda em Portugal, outras não.
Começamos pela última estreia no mercado português: o SuperPaquito, da Imaginarium. Chegou às lojas portuguesas no início de setembro, sucedendo ao Paquito, também lançado pela marca. Nesta versão Super o tablet conta com um ecrã de 9,7 polegadas com 1024x768 pixéis.
A memória é de 16GB e a RAM de 1GB. O modelo integra duas câmaras (2 e 3 megapixéis) e o sistema operativo MagicOS, uma adaptação do Android (4.0) para crianças.
Neste momento estão à venda ambas as versões. O Paquito está mais limitado às funções de leitor multimédia e de livros digitais e custa 99 euros. O irmão mais velho custa 299 euros.
Semanas depois do lançamento oficial do Super Paquito a Toys R Us também garantiu que está a trabalhar no seu próprio tablet. De acordo com a informação avançada pela imprensa internacional, o modelo será lançado ainda durante o mês de outubro e vai chamar-se Tabeo. Nos Estados Unidos já pode mesmo ser encomendado (vai custar 149,90 euros). No resto do mundo não, nem há datas para a comercialização.
O equipamento conta com um ecrã de sete polegadas. Memória de 4GB, câmara frontal e ecrã capacitivo. Assegura conetividade Wi-Fi (igualmente disponível nos restantes modelos referidos) e suporte para HDMI.
O sistema operativo é Android e as aplicações previamente carregadas foram afinadas para uma formulação mais ligeira. Estarão pré-instaladas no dispositivo 50 aplicações infantis, que podem ser aumentadas via loja online, na Tabeo AppStore, com mais de sete mil conteúdos disponíveis.

O ChilpPad da Archos é outra opção à disposição de quem procura um tablet adaptado aos mais novos. O modelo conta com um ecrã de sete polegadas - entretanto atualizado para capacitivo - e um processador de 1GHz, com 1GB de RAM e 4GB de memória interna.

Ao nível do software a base é Android (na versão 4.0), mas a interface é adaptada ao público alvo. No que se refere aos conteúdos adicionais é feita uma aposta forte nos jogos, mas também estão disponíveis aplicações de outras categorias.
O modelo assegura ligação direta à AppsLib, uma loja de aplicações para crianças e jovens com mais de 10 mil conteúdos disponíveis.
Por cá o ChildPad pode ser encontrado em algumas lojas, como a Ensitel onde custa 119,90 euros, ou a Pixmania, com preços a partir de 100,28 euros (levantamento do produto no showroom).
Lançado em 2011 e entretanto atualizado para uma nova versão vale ainda a pena espreitar a proposta da Vinci, à venda na Amazon. Pode parecer difícil de acreditar, mas o fabricante garante que este é o único tablet desenhado e certificado para crianças a partir dos 18 meses.
A escolha de materiais não tóxicos, a ausência de conetividade 3G ou Wi-Fi, ou a moldura que protege o ecrã, contribuirão para a classificação. Para além disto, o tablet conta com aplicações infantis pré-carregadas, livros de histórias digitais e vídeos… tudo à medida de um público com idade até três anos.
O software é Android (2.3) e o ecrã de sete polegadas. O preço 199 dólares.
Baseado no design de referência da Intel, mas com o selo da portuguesa JP Sá Couto, também o Magalhães já tem uma versão tablet. Apresentado em julho, MGT1 é dirigido a utilizadores com mais de três anos. Conta com ligações Bluetooth e Wi-Fi e está também preparado para 3G. Integra uma câmara frontal de 0,3 megapixeis e uma câmara traseira de 2MP, que permitem fazer videoconferência ou capturar vídeo e fotografia. Ainda não tem data de lançamento conformada.

Resta sublinhar que todos os equipamentos referidos contam com software de controlo parental, permitindo aos educadores supervisionar a utilização e o acesso aos conteúdos no equipamento ou online.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Cristina A. Ferreira"
Fonte: http://tek.sapo.pt/extras/montra/montra_tek_tablets_para_criancas_1272986.html
domingo, julho 15, 2012
terça-feira, fevereiro 16, 2010
O Público e o Kindle
Para os meus queridos leitores (um, portanto, aha) que não sabem ainda o que é o Kindle, eis um artigo composto por mim há mais de um ano, para vos ajudar a conhecer o dito aparelho.
Imaginem-se a andar em transportes públicos que não tenham pessoas a envergar jornais como suas próprias caras, ou a apertá-los debaixo do braço, remetendo-nos para as obsoletas sebentas, ou mesmo ver jornais entalados entre a parede da janela e os bancos, meio-escondidos, à espera do próximo a sentar-se naquele lugar. E, depois, quiçá, abri-lo toscamente, dada a sua largura, incomodando a pessoa do lado com o limite da página, enorme, que aguça o olhar curioso a qualquer um, ou mesmo apenas com o movimento de a estender, a grande janela de folha de papel para o mundo, tocando inconvenientemente com o, agora ainda mais, proeminente cotovelo. Demasiados "desculpe" e "perdão" cuspidos a solavancos nas carruagens. E há ainda os completamente esquecidos, pisados, abandonados nesse curto asfalto do trabalhador, o chão do transporte público com folhas ladinas e atrevidas, escancaradas no caminho, a enrolarem-se nos pés dos transeuntes em últimos pedidos de atenção desesperados.
Mas de que falo eu? Esses jornais são na sua maioria, provavelmente, os gratuitos. Pasquins esses que, tão cedo, "nunca" chegarão ao Kindle.
O jornal Público, fã de inovações no âmbito da Internet, é agora o primeiro jornal português a ser disponibilizado para o formato digital do leitor Kindle, mas sem imagens, tabelas ou suplementos especiais. Com uma mensalidade de aproximadamente 10,25 euros, o jornal é entregue diariamente no Kindle, via wireless, a partir das 06:30 da manhã (horário de Lisboa).
Tudo aquilo de que eu falava anteriormente, não é preciso sequer imaginar, pois parece-me que o Kindle em Portugal não terá números significativos. Além do que, parece-me haver um erro de target: as pessoas que lêem jornais dito sérios enquadram-se numa faixa social de classe média ou alta, e de faixa etária avançada, e fazem-no no conforto a que estão habituados, com os olhos mais que habituados a ler o mundo em folhas impressas de jornal e não em janelas digitais.
O preço do leitor digital de livros, entre outros, é pouco superior aos 100 euros e na América, muito graças à promoção do mesmo no programa da Oprah, já chegou a muitas pessoas. Em Portugal, talvez os adolescentes de hoje, que não manifestam ter grandes hábitos de leitura, e cada vez mais parecem ter os olhos e o cérebro programados para verem tudo num ecrã, provavelmente serão os beneficiários do amanhã dos e-books que entretanto proliferarem no mercado a par com o crescimento das soluções digitais das editoras em Portugal.
Imaginem-se a andar em transportes públicos que não tenham pessoas a envergar jornais como suas próprias caras, ou a apertá-los debaixo do braço, remetendo-nos para as obsoletas sebentas, ou mesmo ver jornais entalados entre a parede da janela e os bancos, meio-escondidos, à espera do próximo a sentar-se naquele lugar. E, depois, quiçá, abri-lo toscamente, dada a sua largura, incomodando a pessoa do lado com o limite da página, enorme, que aguça o olhar curioso a qualquer um, ou mesmo apenas com o movimento de a estender, a grande janela de folha de papel para o mundo, tocando inconvenientemente com o, agora ainda mais, proeminente cotovelo. Demasiados "desculpe" e "perdão" cuspidos a solavancos nas carruagens. E há ainda os completamente esquecidos, pisados, abandonados nesse curto asfalto do trabalhador, o chão do transporte público com folhas ladinas e atrevidas, escancaradas no caminho, a enrolarem-se nos pés dos transeuntes em últimos pedidos de atenção desesperados.Mas de que falo eu? Esses jornais são na sua maioria, provavelmente, os gratuitos. Pasquins esses que, tão cedo, "nunca" chegarão ao Kindle.
O jornal Público, fã de inovações no âmbito da Internet, é agora o primeiro jornal português a ser disponibilizado para o formato digital do leitor Kindle, mas sem imagens, tabelas ou suplementos especiais. Com uma mensalidade de aproximadamente 10,25 euros, o jornal é entregue diariamente no Kindle, via wireless, a partir das 06:30 da manhã (horário de Lisboa).
Tudo aquilo de que eu falava anteriormente, não é preciso sequer imaginar, pois parece-me que o Kindle em Portugal não terá números significativos. Além do que, parece-me haver um erro de target: as pessoas que lêem jornais dito sérios enquadram-se numa faixa social de classe média ou alta, e de faixa etária avançada, e fazem-no no conforto a que estão habituados, com os olhos mais que habituados a ler o mundo em folhas impressas de jornal e não em janelas digitais.
O preço do leitor digital de livros, entre outros, é pouco superior aos 100 euros e na América, muito graças à promoção do mesmo no programa da Oprah, já chegou a muitas pessoas. Em Portugal, talvez os adolescentes de hoje, que não manifestam ter grandes hábitos de leitura, e cada vez mais parecem ter os olhos e o cérebro programados para verem tudo num ecrã, provavelmente serão os beneficiários do amanhã dos e-books que entretanto proliferarem no mercado a par com o crescimento das soluções digitais das editoras em Portugal.
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quarta-feira, março 04, 2009
Ter ou não ter... um canudo, eis a questão!
As duas pessoas mais inteligentes que eu conheço e que automaticamente me reclamam admiração não concluíram qualquer curso superior, ou seja, não têm o dito e supostamente desejado canudo.
Na verdade penso que a verdadeira sabedoria que um canudo encerra, é precisamente a dos canudos que fazemos com uma qualquer folha de papel ou algo parecido que nos permita fazer através do enrolamento do mesmo um nosso tubo caleidoscóspico ou telescópico, mas sem necessidade de qualquer lente, para enxergarmos mais além.
Nisto sim reside a mestria, nós próprios com os nossos artifícios mentais conseguirmos "a olho-nu" ver além do que nos é mostrado.
Quando todos os seres humanos conseguirem esta proeza da auto-consciencialização e responsabilização, "ganhar mais Mundo", regressando ao "saber enciclopédico" (multidisciplinar) à maneira de Da Vinci, alcançaremos sim a possibilidade de um estado verdadeiramente utópico.
Na verdade penso que a verdadeira sabedoria que um canudo encerra, é precisamente a dos canudos que fazemos com uma qualquer folha de papel ou algo parecido que nos permita fazer através do enrolamento do mesmo um nosso tubo caleidoscóspico ou telescópico, mas sem necessidade de qualquer lente, para enxergarmos mais além.
Nisto sim reside a mestria, nós próprios com os nossos artifícios mentais conseguirmos "a olho-nu" ver além do que nos é mostrado.
Quando todos os seres humanos conseguirem esta proeza da auto-consciencialização e responsabilização, "ganhar mais Mundo", regressando ao "saber enciclopédico" (multidisciplinar) à maneira de Da Vinci, alcançaremos sim a possibilidade de um estado verdadeiramente utópico.
terça-feira, novembro 04, 2008
Vêm aí os leitores digitais de livros: Kindle, Sony Reader, iPhone.

Chegaram e estão a começar uma revolução na leitura de livros: os leitores digitais não ferem a vista como os computadores normais, utilizando uma tecnologia de tinta virtual para os livros e permitindo a mudança do tamanho da fonte, também não descuram a possibilidade de escrever notas e marcar as páginas (através de bookmarks) como faríamos num livro tradicional.
Há que salientar a poupança de papel, mas advertir as editoras de livros para esta nova realidade que a pouco e pouco se instala nos EUA. Alegando razões ambientais a própria apresentadora de televisão americana Oprah, iniciou no seu programa uma campanha publicitária dando descontos aos telespectadores que comprem o leitor digital de livros da Amazon, o Kindle. As estatísticas evidenciam que o iPhone, multifuncional, ultrapassou o leitor especializado da Amazon.
Livros que antes não transportávamos connosco para lermos enquanto viajávamos, por serem demasiado volumosos, podemos agora fazê-lo, sempre com o mesmo tamanho do suporte. Prevê-se, pelo facto das gerações mais novas serem adeptas fervorosas da tecnologia virtual, que esta nova forma de leitura terá o seu boom nos próximos anos com esta nova era de utilizadores/leitores.
"Se o leitor de textos digitais permitir algum uso de hipertexto (não exactamente como um navegador de internet, mas pelo menos algum uso contextual de notas), os escritores poderiam explorar de forma mais inteligente as notas de rodapé e pequenos textos complementares.
As próprias notas de rodapé não precisariam estar no rodapé ou indexadas numericamente no final do livro, (o que pode ser incomodativo, porque interrompe a leitura, em vez de permitir que se leia o rodapé e continue no ritmo), poderiam estar clicáveis, abrindo uma caixa para se ler e depois continuar de onde se parou.
Tudo isso para dizer que a plataforma de leitura muda a forma de «usar» o livro, mas não muda a natureza do livro em si, nem a sua importância na sociedade. Adeptos da tecnologia ou não, estes e-book readers vão continuar a crescer e a ficar mais baratos a cada ano.
A nova plataforma também abre novas oportunidades para os arquitectos da informação, que podem planear livros mais interessantes, aproveitando os recursos que a nova plataforma oferece. A versão impressa tem toda informação que a digital tem, mas a forma de navegar pela informação é diferente. Cada um escolhe como quer ler, no papel tradicional, ou no papel digital."
sexta-feira, maio 05, 2006

A minha reflexão sobre o Processo de Bolonha em Portugal:
Penso que ao contrário da maioria das pessoas, acho que o processo não devia ser este que vamos ter em prática, porque tem muitos aspectos negativos, embora corresponda a um bom princípio, de haver intercâmbio entre todos os alunos e todos os sistemas, entre outros. Há um processo de normalização, não só para facilitar a
mudança de curso entre os diversos países, como para haver uma harmonização de competências e assim permitir uma maior mobilidade e competitividade entre os trabalhadores. Isso interessa sobretudo aos processos do Neo-Liberalismo e Comunidade Europeia, para maior coesão social segundo os srs do Ministério da Educação.
Quero então, já que só se têm apregoado bons aspectos em relação a este processo, salientar aquilo que considero os aspectos negativos que penso que terão um impacto prejudicial nos estudantes....
O Processo de Bolonha implica que haja, tal como já existe nos outros países, um esforço contínuo, um pensamento e iniciativas sistemáticas por parte dos alunos que terão de ser verdadeiros “Profissionais do Estudo”, como designou o nosso prezado Professor Fernando Ilharco. Pois eu não considero que os Portugueses estejam preparados para isto. Pelo que tenho visto, nos vários rankings do Ensino em anos consecutivos, a maioria dos estudantes portugueses não está preparado para Bolonha, tal como os professores que também irão necessitar de adquirir novas ferramentas tanto a nível cognitivo como pedagógico. O que me parece estar a acontecer, é mais uma vez o tal fosso, a discrepância a actuar e a aprofundar-se, e a ser transversal a todas as áreas da sociedade; como resultantes da velocidade da mudança tecnológica e do próprio desenvolvimento da Educação, do Saber do Homem. Aumentamos a velocidade da mudança, num ritmo vertiginoso, num frenesim que já nem o Homem controla e sequer possui.
Como resultado derradeiro, este é um projecto que irá produzir um “roubar” de mão-de-obra dos países menos desenvolvidos para os levar para os mais desenvolvidos, como se faz agora com o dito “Terceiro Mundo”. Os beneficiados serão os patrões que vêm os custos com a mão-de-obra diminuirem por um aumento da oferta.
Por outro lado, vai obrigar muitos estudantes a financiar o seu 2º ciclo.
Nem me vou pôr aqui a aprofundar sobre casos de cursos como Direito e Medicina...
Deixa de se ter uma licenciatura de 4 anos para ser desvalorizada para 3 e para se ter 5 anos de licenciatura ter-se-á de pagar muito mais do que nos outros anos, porque também vamos começar a entrar no processo de privatização do Ensino.
Esta tendência vai contra aquilo em que acredito: um ensino gratuito! Acho que os serviços públicos são um direito da sociedade, devem ser gratuitos e acessíveis a todos. A partir do momento em que comercializamos aquilo que é o Saber ou, por exemplo, a Saúde, estamos a fazer funcionar essas áreas em função do lucro e estas não deveriam ser entendidas como um preço a pagar.
Sei o que escrevi aqui pode parecer polémico, por ser aquilo em que acredito, e gerar comentários adversos... por isso, venham eles...
P.S.: Para quem ainda não está a par do Processo, aqui está (a visão optimista dele)..é só clicar para o PDF, inclusive com info sobre acções a implementar a nível nacional...
Digital-Politically Yours, SICCC ;)
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