sexta-feira, julho 24, 2009

Gripe A está em “quase todo o mundo”e vacinas começarão a chegar já em Setembro


A gripe A H1N1já foi registada em quase todos os países do mundo, diz a Organização Mundial de Saúde (OMS). Foram já atingidas 160 nações e as 800 vítimas mortais levam a OMS a afirmar que “quase 100 por cento” do planeta está a ser afectado pela gripe A. As primeiras vacinas contra a pandemia devem estar disponíveis já em Setembro.

“Se considerarmos que a propagação do vírus atingiu 160 dos 193 Estados-membros (da OMS), estamos muito perto de 100 por cento”, declarou ontem à imprensa Gregory Hartl, porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Até ao momento, “não se observaram mutações no comportamento do vírus; o que se verifica ainda é uma expansão geográfica nos países”, disse o porta-voz. “Estaremos atentos a possíveis alterações do vírus”, assegurou.

A OMS anunciou que as vacinas para a gripe surgida no continente americano estarão disponíveis em poucos meses, a tempo do início do Outono no Hemisfério Norte. “Esperamos ter as primeiras vacinas em Setembro”, avançou Hartl. A Agência Europeia do Medicamento anunciou que está a dar prioridade à avaliação das vacinas que estão a ser elaboradas para colocar no mercado.

Ainda não está confirmada a necessidade de apenas uma ou duas injecções para garantir a imunidade, mas Hartl afirmou que os ensaios clínicos poderão dar certezas “do número de doses necessárias para uma pessoa ficar imune ao vírus”.

Quanto aos países mais pobres, está já garantida a doação de 150 milhões de vacinas por duas empresas farmacêuticas. A OMS está também a negociar com outros produtores de fármacos para assegurar o envio de mais doses aos países menos desenvolvidos. Sanofi-Aventis, Novartis, Baxter, GlaxoSmithKline e Solvay são algumas das empresas a fabricar vacinas para a gripe A.

“Pelo menos 50 governos em todo o mundo já pediram ou estão a negociar com empresas farmacêuticas para garantir vacinas contra o H1N1, que ainda estão a ser desenvolvidas e testadas”, declarou o responsável da OMS. A organização quer vacinar primeiro os profissionais de saúde a trabalhar nos países menos desenvolvidos para garantir que os hospitais e clínicas estejam abertos para receber os doentes.

O número de mortes causadas pela gripe suína “anda perto de 800”, indicou Hartl, depois de a OMS ter informado que irá deixar de contabilizar os casos de infecção. “Nas pandemias do passado, foram precisos mais de seis meses para os vírus se difundirem tão amplamente quanto o H1N1 alastrou, em menos de seis semanas”, explicou o porta-voz da OMS, que já tinha assinalado uma “propagação sem precedentes” para a gripe A.

Ninguém possui imunidade natural ao vírus, que tem uma “contaminação muito eficaz”. Mas os especialistas da OMS apontam para “o carácter benigno dos sintomas, até agora, na maioria dos infectados, que se restabelecem dentro de uma semana depois de aparecerem os primeiros indícios da doença, mesmo sem tratamento médico”. Mas pessoas que sofrem de outras doenças e grávidas estão especialmente vulneráveis e podem apresentar efeitos mais graves.

As autoridades de saúde temem uma combinação do H1N1 com outros vírus, como o H5N1, que causa a chamada gripe das aves, ou que se torne resistente aos medicamentos antivirais Tamiflu e Relenza. Hartl indicou que em cinco pacientes se diagnosticou um vírus da gripe A com resistência ao Tamiflu, mas que são apenas casos isolados e sem motivos para preocupação maior.

Margaret Chan, directora geral da OMS, apelou a uma procura dos serviços médicos com ponderação, feita apenas quando os sintomas são alarmantes.

in Jornal O Público

2 comentários:

Rui Herbon disse...

Atchim! :)

Sónia Costa Campos disse...

Ao terceiro espirro é diabinho!