Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, junho 22, 2009

Povo que é povo!

Povo que é povo, não tem blogue
Povo que é povo, mal tem acesso à net
Povo que é povo, não tem quem dialogue
Povo que é povo, põe-se em tudo em quanto se mete

Povo que é povo, nunca provou gourmet
Povo que é povo, não conhece quem escolhe
Povo que é povo, não percebe o que lê
Povo que é povo, é grevista para quem o tolhe

Povo que é povo, é perigoso ou pitoresco para quem o vê
Povo que é povo, ninguém lhe diz, gratuitamente, tome
Povo que é povo, não trata ninguém por você
Povo que é povo, alimenta quem mais o come

Povo que é povo, com restos é malabarista
Povo que é povo, quando corre é porque foge, é ladrão
Povo que é povo, é vagabundo, nunca artista
Povo que é povo, sua muito pelo seu pão

....

quarta-feira, março 04, 2009

A Palavra Exuberante de Zetho Cunha Gonçalves

Tive o prazer de ouvir histórias que revelam tão interessantes vivências deste poeta nascido em Angola, mas um exemplo de rica mistura de todas as terras falantes da língua portuguesa.

Assinou-me este mesmo livro que me ofereceu e onde eu agora encontro uma outra riqueza de um mundo carregado de espécies da flora e da fauna visceral da mãe Terra.

Se eu considero a Poesia necessária para a sobrevivência, este livro de poesias é necessário também para nos reencontrarmos com a Terra que nos deu vida.

Com muita consideração pelo leitor, o poeta Zetho inclui no final deste livro um glossário e notas.

A descoberta deste livro que atravessa uma vida inteira, desde a infância à sabedoria da velhice, faz-nos regressar aos elementos naturais e que a meu ver devem ser os únicos e verdadeiros objectos da Tradição.