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terça-feira, novembro 27, 2012

Portugal é capaz, texto de Nicolau Santos


Eu conheço um país que:

.em 30 anos passou de uma das piores
taxas de mortalidade infantil
para a quarta mais baixa taxa a nível
mundial ((80 por mil - 3 por mil).

.em oito anos construiu o segundo
mais importante registo europeu
de dadores de medula óssea,
indispensável no combate às doenças
leucémicas.

.é líder mundial no transplante de
fígado
. está em segundo lugar no transplante
de rins.
.é líder mundial na aplicação de
implantes imediatos e próteses
dentárias fixas para desdentados
totais.

.tem uma empresa que desenvolveu
um software para eliminação do
papel, enquanto suporte do registo
clínico nos hospitais (Alert)

.tem uma das maiores empresas
ibéricas na informatização de
farmácias (Glint)

. inventou o primeiro antiepilético de
raiz portuguesa (Bial).

Eu conheço um país que

.é líder mundial no sector da energia
renovável

.é o quarto maior produtor de energia
eólica do mundo

.está a construir o maior plano de
barragens (dez) a nível europeu (EDP).

Eu conheço um país que

.inventou e desenvolveu o primeiro
sistema mundial de pagamentos
pré-pagos para telemóveis (PT),

.é líder mundial em software de
identificação (NDrive),

.tem uma empresa que corrige e
detecta as falhas do sistema
informático da NASA (Critical) e

.tem a melhor incubadora de
empresas do mundo (Instituto Pedro
Nunes da Universidade de Coimbra)

.calça cem milhões de pessoas em
todo o mundo e produz o
segundo calçado mais caro a nível
planetário, logo a seguir ao
italiano.

.fabrica lençóis inovadores, com
diferentes odores e propriedades
anti-germes, onde dormem, por
exemplo, 30 milhões de americanos.

.é o «state of art» nos moldes de
plástico

.é líder mundial de tecnologia de
transformadores de energia (Efacec)

.revolucionou o conceito do papel
higiénico(Renova).

.tem um dos melhores sistemas de
Multibanco a nível mundial

.desenvolveu um sistema inovador de
pagamento nas portagens das
auto-estradas (Via Verde).

.revolucionou o sector da distribuição

.ganha prémios pela construção de
centros comerciais noutros países
(Sonae Sierra)

.lidera, destacadíssimo, o sector do
«hard-discount» na Polónia
(Jerónimo Martins).

.fabrica os fatos de banho que
pulverizaram recordes nos Jogos
Olímpicos de Pequim

.vestiu dez das selecções hípicas que
estiveram nesses Jogos

.é o maior produtor mundial de
caiaques para desporto

.tem uma das melhores seleções de
futebol do mundo

.o melhor treinador do planeta (José
Mourinho)
e um dos melhores jogadores
(Cristiano Ronaldo).

.tem um Prémio Nobel da Literatura
(José Saramago)

.tem uma das mais notáveis
intérpretes de Mozart (Maria João
Pires)
.tem vários pintores e escultores
reconhecidos internacionalmente
(Paula Rego, Júlio Pomar,
Maria Helena Vieira da Silva, João
Cutileiro)

.tem dois prémios Pritzker de
arquitectura (Sisa Vieira e Souto
Moura).


Portugal é capaz

A Navigator é líder mundial no segmento
do papel fino para escritório.
O grupo Portucel/Soporcel ocupa o 3º
lugar da lista dos maiores exportadores

O pinhão português está a ter uma
grande aceitação, devido à sua elevada
qualidade, e a Cecílio SA aumentou a
produção em 60%

O olival de regadio e azeite extra-virgem,
plantado em Ferreira do Alentejo por um
português regressado a Portugal, às
terras de família, já foi considerado o
melhor do mundo em concurso
internacional e já foi apodado de
petróleo verde.

Portugal é capaz
Nós somos capazes.


terça-feira, fevereiro 16, 2010

O Público e o Kindle

Para os meus queridos leitores (um, portanto, aha) que não sabem ainda o que é o Kindle, eis um artigo composto por mim há mais de um ano, para vos ajudar a conhecer o dito aparelho.

Imaginem-se a andar em transportes públicos que não tenham pessoas a envergar jornais como suas próprias caras, ou a apertá-los debaixo do braço, remetendo-nos para as obsoletas sebentas, ou mesmo ver jornais entalados entre a parede da janela e os bancos, meio-escondidos, à espera do próximo a sentar-se naquele lugar. E, depois, quiçá, abri-lo toscamente, dada a sua largura, incomodando a pessoa do lado com o limite da página, enorme, que aguça o olhar curioso a qualquer um, ou mesmo apenas com o movimento de a estender, a grande janela de folha de papel para o mundo, tocando inconvenientemente com o, agora ainda mais, proeminente cotovelo. Demasiados "desculpe" e "perdão" cuspidos a solavancos nas carruagens. E há ainda os completamente esquecidos, pisados, abandonados nesse curto asfalto do trabalhador, o chão do transporte público com folhas ladinas e atrevidas, escancaradas no caminho, a enrolarem-se nos pés dos transeuntes em últimos pedidos de atenção desesperados.

Mas de que falo eu? Esses jornais são na sua maioria, provavelmente, os gratuitos. Pasquins esses que, tão cedo, "nunca" chegarão ao Kindle.
O jornal Público, fã de inovações no âmbito da Internet, é agora o primeiro jornal português a ser disponibilizado para o formato digital do leitor Kindle, mas sem imagens, tabelas ou suplementos especiais. Com uma mensalidade de aproximadamente 10,25 euros, o jornal é entregue diariamente no Kindle, via wireless, a partir das 06:30 da manhã (horário de Lisboa).
Tudo aquilo de que eu falava anteriormente, não é preciso sequer imaginar, pois parece-me que o Kindle em Portugal não terá números significativos. Além do que, parece-me haver um erro de target: as pessoas que lêem jornais dito sérios enquadram-se numa faixa social de classe média ou alta, e de faixa etária avançada, e fazem-no no conforto a que estão habituados, com os olhos mais que habituados a ler o mundo em folhas impressas de jornal e não em janelas digitais.
O preço do leitor digital de livros, entre outros, é pouco superior aos 100 euros e na América, muito graças à promoção do mesmo no programa da Oprah, já chegou a muitas pessoas. Em Portugal, talvez os adolescentes de hoje, que não manifestam ter grandes hábitos de leitura, e cada vez mais parecem ter os olhos e o cérebro programados para verem tudo num ecrã, provavelmente serão os beneficiários do amanhã dos e-books que entretanto proliferarem no mercado a par com o crescimento das soluções digitais das editoras em Portugal.

quarta-feira, março 04, 2009

A Palavra Exuberante de Zetho Cunha Gonçalves

Tive o prazer de ouvir histórias que revelam tão interessantes vivências deste poeta nascido em Angola, mas um exemplo de rica mistura de todas as terras falantes da língua portuguesa.

Assinou-me este mesmo livro que me ofereceu e onde eu agora encontro uma outra riqueza de um mundo carregado de espécies da flora e da fauna visceral da mãe Terra.

Se eu considero a Poesia necessária para a sobrevivência, este livro de poesias é necessário também para nos reencontrarmos com a Terra que nos deu vida.

Com muita consideração pelo leitor, o poeta Zetho inclui no final deste livro um glossário e notas.

A descoberta deste livro que atravessa uma vida inteira, desde a infância à sabedoria da velhice, faz-nos regressar aos elementos naturais e que a meu ver devem ser os únicos e verdadeiros objectos da Tradição.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Lançamento livro "O Romper das Ondas" de Rui Herbon


DIA 2 DE MARÇO, ÀS 18 HORAS,
NA LIVRARIA ALMEDINA DO ATRIUM SALDANHA

Apresentação a cargo da escritora Lídia Jorge

Obra vencedora do Prémio Cidade de Almada 2008

Para mais informações, consulte o site do escritor Rui Herbon (http://ruiherbon.blogspot.com)

terça-feira, novembro 04, 2008

Vêm aí os leitores digitais de livros: Kindle, Sony Reader, iPhone.


Chegaram e estão a começar uma revolução na leitura de livros: os leitores digitais não ferem a vista como os computadores normais, utilizando uma tecnologia de tinta virtual para os livros e permitindo a mudança do tamanho da fonte, também não descuram a possibilidade de escrever notas e marcar as páginas (através de bookmarks) como faríamos num livro tradicional.

Há que salientar a poupança de papel, mas advertir as editoras de livros para esta nova realidade que a pouco e pouco se instala nos EUA. Alegando razões ambientais a própria apresentadora de televisão americana Oprah, iniciou no seu programa uma campanha publicitária dando descontos aos telespectadores que comprem o leitor digital de livros da Amazon, o Kindle. As estatísticas evidenciam que o iPhone, multifuncional, ultrapassou o leitor especializado da Amazon.

Livros que antes não transportávamos connosco para lermos enquanto viajávamos, por serem demasiado volumosos, podemos agora fazê-lo, sempre com o mesmo tamanho do suporte. Prevê-se, pelo facto das gerações mais novas serem adeptas fervorosas da tecnologia virtual, que esta nova forma de leitura terá o seu boom nos próximos anos com esta nova era de utilizadores/leitores.

"Se o leitor de textos digitais permitir algum uso de hipertexto (não exactamente como um navegador de internet, mas pelo menos algum uso contextual de notas), os escritores poderiam explorar de forma mais inteligente as notas de rodapé e pequenos textos complementares.

As próprias notas de rodapé não precisariam estar no rodapé ou indexadas numericamente no final do livro, (o que pode ser incomodativo, porque interrompe a leitura, em vez de permitir que se leia o rodapé e continue no ritmo), poderiam estar clicáveis, abrindo uma caixa para se ler e depois continuar de onde se parou.
Tudo isso para dizer que a plataforma de leitura muda a forma de «usar» o livro, mas não muda a natureza do livro em si, nem a sua importância na sociedade. Adeptos da tecnologia ou não, estes e-book readers vão continuar a crescer e a ficar mais baratos a cada ano.

A nova plataforma também abre novas oportunidades para os arquitectos da informação, que podem planear livros mais interessantes, aproveitando os recursos que a nova plataforma oferece. A versão impressa tem toda informação que a digital tem, mas a forma de navegar pela informação é diferente. Cada um escolhe como quer ler, no papel tradicional, ou no papel digital."