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terça-feira, outubro 02, 2012

"Montra Tek: Tablets para crianças"

"A informática e a eletrónica não interessam só a adultos. As consolas de jogos são a prova óbvia, mas não são a única. Os telemóveis também se tornaram apelativos para os mais novos e o que antes parecia estranho agora - goste-se ou não - é banal. Os miúdos têm o seu próprio equipamento móvel cada vez mais cedo e sabem usá-lo até ao limite. Em breve pode acontecer o mesmo com os tablets.

Aproveitando a "febre" dos adultos pelo formato, vários fabricantes estão a apostar em modelos de tablet à medida dos mais novos, uma medida que se faz de resistência de materiais e muitos jogos, claro está. Hoje deixamos-lhe algumas sugestões. Umas estão à venda em Portugal, outras não. 

Começamos pela última estreia no mercado português: o SuperPaquito, da Imaginarium. Chegou às lojas portuguesas no início de setembro, sucedendo ao Paquito, também lançado pela marca. Nesta versão Super o tablet conta com um ecrã de 9,7 polegadas com 1024x768 pixéis. 

A memória é de 16GB e a RAM de 1GB. O modelo integra duas câmaras (2 e 3 megapixéis) e o sistema operativo MagicOS, uma adaptação do Android (4.0) para crianças. 


Neste momento estão à venda ambas as versões. O Paquito está mais limitado às funções de leitor multimédia e de livros digitais e custa 99 euros. O irmão mais velho custa 299 euros. 

Paquito 

Semanas depois do lançamento oficial do Super Paquito a Toys R Us também garantiu que está a trabalhar no seu próprio tablet. De acordo com a informação avançada pela imprensa internacional, o modelo será lançado ainda durante o mês de outubro e vai chamar-se Tabeo. Nos Estados Unidos já pode mesmo ser encomendado (vai custar 149,90 euros). No resto do mundo não, nem há datas para a comercialização. 

O equipamento conta com um ecrã de sete polegadas. Memória de 4GB, câmara frontal e ecrã capacitivo. Assegura conetividade Wi-Fi (igualmente disponível nos restantes modelos referidos) e suporte para HDMI. 

O sistema operativo é Android e as aplicações previamente carregadas foram afinadas para uma formulação mais ligeira. Estarão pré-instaladas no dispositivo 50 aplicações infantis, que podem ser aumentadas via loja online, na Tabeo AppStore, com mais de sete mil conteúdos disponíveis. 
Tabeo
O ChilpPad da Archos é outra opção à disposição de quem procura um tablet adaptado aos mais novos. O modelo conta com um ecrã de sete polegadas - entretanto atualizado para capacitivo - e um processador de 1GHz, com 1GB de RAM e 4GB de memória interna. 
Childpad

Ao nível do software a base é Android (na versão 4.0), mas a interface é adaptada ao público alvo. No que se refere aos conteúdos adicionais é feita uma aposta forte nos jogos, mas também estão disponíveis aplicações de outras categorias.

O modelo assegura ligação direta à AppsLib, uma loja de aplicações para crianças e jovens com mais de 10 mil conteúdos disponíveis. 

Por cá o ChildPad pode ser encontrado em algumas lojas, como a Ensitel onde custa 119,90 euros, ou a Pixmania, com preços a partir de 100,28 euros (levantamento do produto no showroom). 

Lançado em 2011 e entretanto atualizado para uma nova versão vale ainda a pena espreitar a proposta da Vinci, à venda na Amazon. Pode parecer difícil de acreditar, mas o fabricante garante que este é o único tablet desenhado e certificado para crianças a partir dos 18 meses. 

A escolha de materiais não tóxicos, a ausência de conetividade 3G ou Wi-Fi, ou a moldura que protege o ecrã, contribuirão para a classificação. Para além disto, o tablet conta com aplicações infantis pré-carregadas, livros de histórias digitais e vídeos… tudo à medida de um público com idade até três anos. 

O software é Android (2.3) e o ecrã de sete polegadas. O preço 199 dólares. 
Nome da imagem 
Baseado no design de referência da Intel, mas com o selo da portuguesa JP Sá Couto, também o Magalhães já tem uma versão tablet. Apresentado em julho, MGT1 é dirigido a utilizadores com mais de três anos. Conta com ligações Bluetooth e Wi-Fi e está também preparado para 3G. Integra uma câmara frontal de 0,3 megapixeis e uma câmara traseira de 2MP, que permitem fazer videoconferência ou capturar vídeo e fotografia. Ainda não tem data de lançamento conformada. 
Tablet Magalhães
Resta sublinhar que todos os equipamentos referidos contam com software de controlo parental, permitindo aos educadores supervisionar a utilização e o acesso aos conteúdos no equipamento ou online.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

Cristina A. Ferreira"

Fonte: http://tek.sapo.pt/extras/montra/montra_tek_tablets_para_criancas_1272986.html

domingo, abril 08, 2012

Google cria o Project Glass - "computadores vestíveis"


Estes óculos são a primeira aventura da Google na criação de vestuário computorizado.
Fazendo uso da plataforma Android, os óculos terão sensores de movimento e  GPS, com câmara para fotos e vídeo, e audio  incorporados. Disfruta-se de comandos de reconhecimento de voz para envio e recepção de mensagens e também de streaming da informação que captura através das lentes.

Ainda não estão à venda, mas a Google pretende fazer os testes em público, nas ruas.

Já consigo imaginar artefactos tecnológicos destes nas ruas, à semelhança do que vemos no filme Minority Report.

Veja o vídeo da simulação de como será andar nas ruas no futuro com a visão da Google, no link seguinte.

Fonte: http://cubeme.com/blog/2012/04/05/google-unveils-their-latest-glass-project/

segunda-feira, março 28, 2011

iPad 2 esgotou em menos de meia hora em Portugal


É, devem ser só jovens à rasca por causa da crise...

Mais infos sobre iPad, eis aqui um bom artigo.

terça-feira, novembro 02, 2010

Sony acaba com o Walkman

Depois de 200.020.000 de leitores portáteis de cassetes vendidos ao longo de 30 anos, a Sony lançou a última fornada em Abril e, assim, termina a circulação dos Walkman pelo mundo. 
Quem sabe se nos próximos anos, talvez com a aparição do aparelho em filmes do século passado, teremos de explicar aos mais novos o que eram as cassetes e o prático walkman, tal como se explica hoje em dia o desaparecimento dos dinossauros. :)
Bye bye Walkman.

quarta-feira, março 24, 2010

Como prolongar a vida das baterias dos seus aparelhos

As baterias são actualmente um dos "elos mais fracos" dos computadores e dos telemóveis/smartphones. Apesar dos fabricantes estarem constantemente à procura de novas formas de prolongarem as sua vida, e de oferecem baterias com maior duração, a verdade é que a utilização que fazemos dos equipamentos é cada vez mais exigente para este componente.
Nos smartphones a ligação permanente à Internet, a verificação mais frequente do sinal de rede e os ecrãs de maior dimensão são os grandes consumidores dos recursos, enquanto nos notebooks a aposta em ligações wireless, em visualização de mais conteúdos multimédia e uma utilização mais frequente põe à prova a durabilidade das baterias. Quando a carga completa da bateria começa a durar cada vez menos, e a deixá-lo "offline" nos momentos menos próprios, pode ser chegada a altura de se despedir deste componente e comprar um substituto. De preferência novo e certificado, até porque ainda está na memória noticiosa recente a existência de casos de baterias falsificadas que entraram em combustão espontânea.
Mas antes de optar por soluções radicais, vale a pena começar já a desenhar um "programa de treinos" para manter a sua bateria em forma e evitar substituições mais rápidas do que seria desejável.

1 - Desligue o que não é preciso Nos telemóveis e nos computadores portáteis há aplicações que podem manter-se abertas mesmo quando não estão a ser utilizadas, mas que continuam a consumir recursos energéticos. Racionalize a sua utilização e feche as aplicações de que não vai precisar de forma imediata.

2- Reduza o brilho Esta é uma das opções automatizadas em alguns notebooks para quando estão a usar os recursos da bateria, mas não em todos. Em situações de maior luminosidade pode reduzir o brilho do ecrã e poupar energia, um conselho que se aplica também aos smartphones.

3 - Racionalize as ligações wireless Se não precisa da ligação Wi-Fi ou Bluetooth desligue essa funcionalidade. Quando estão activas os sistemas estão constantemente à procura de redes disponíveis e com possibilidade de sincronização. No telemóvel, se tem uma ligação definida com um sistema de alta-voz do carro ou o auricular Bluetooth, desactive essa ligação quando não for necessária.

4 - Personalize as configurações Os sistemas dos telemóveis e dos computadores podem ser personalizados para entrar em modo de suspensão quando não são usados durante algum tempo. Considere a hipótese de reduzir este intervalo de espera de acordo com os seus hábitos.

5 - Avalie as ligações a dispositivos externos O uso de ligações USB do computador para carregar telemóveis, leitores de música e outros dispositivos, pode ser prática, mas consome a bateria disponível. Avalie se vale a pena manter também pens USB, ou discos externos, permanentemente ligados.

6 - Considere os ciclos de recarga Mesmo sem sofrerem do nefasto "efeito de memória", as baterias actuais não devem estar permanentemente ligadas à corrente. Se usa o notebook no dia-a-dia, recorra à ligação à rede eléctrica apenas quando o nível de energia da bateria estiver abaixo dos 20/30%, recarregando-a então completamente. Nos telemóveis e smartphones o conselho é o mesmo. Se calhar não vale a pena ligar o carregador todos os dias...

7 - Use uma aplicação para monitorizar a vida da bateria Os indicadores de carga da bateria nem sempre são eficientes e há uma série de ferramentas para computadores e smartphones que podem ajudar na monitorização do nível de carga e ajudar na configuração. Nos portáteis a maioria dos fabricantes tem já uma área dedicada a esta funcionalidade, mas pode experimentar algumas ferramentas freeware, como o Laptop Battery Power Monitor Para smartphones existem também algumas aplicações como o myBatteryLife para iPhone ou o BatterySaver para telemóveis Symbian. Mesmo que siga à risca todos os estes conselhos, é certo que a bateria vai esgotar-se mais rapidamente do que o computador ou o telemóvel.

Embora seja difícil (e caro) de admitir, a verdade é que as baterias não são eternas, e têm um limite de ciclos de carregamento que dependem de fabricante para fabricante e também dos tipos de baterias.
Por isso, quando a bateria "morrer" ou estiver "moribunda", não a guarde na gaveta. Faça-lhe um funeral decente e entregue-a para reciclagem.

Fonte: SAPO / TEK

quinta-feira, março 18, 2010

Prendas tecnológicas para o Dia do Pai

 É mais uma data cuja comemoração é imposta, é verdade, mas está com certeza entre aquelas que devem ser assinaladas de alguma forma. 

Com mais um Dia do Pai "à porta", o TeK seleccionou - como é habitual - algumas "ideias" entre as sugestões "dedicadas" que nos têm chegado à redacção e que poderão ser úteis para quem costuma comemorar a data e ainda não tem o que oferecer. 

Por parte da Nec fica a proposta de um monitor, segundo a mesma, "perfeito para rever todas aquelas fotos únicas em família". O Nec LCD E222W tem 22 polegadas e oferece possibilidade de rotação entre modo landscape e portrait e regulação em altura. 

Para que não haja reclamações em relação aos gastos, oferece um painel com backlights, modo ECO e medidor de poupança de carbono, que, se acordo com a marca, ajudam a poupar de mais de 30 por cento de energia. 
O monitor tem um preço de venda recomendado de 218, 4 e está disponível em duas versões, a primeira com moldura frontal preta e traseira preta e a segunda com moldura frontal prateada e traseira branca. 

Do conjunto de sugestões da Hama escolhemos as propostas mais em conta: a gama de bolsas semi-rígidas da Samsonite para telemóveis e equipamentos de dimensões semelhantes e um carregador USB para pai não fumadores. 

Bolsas

As bolsas estão disponíveis com o exterior em preto e forro de diferentes cores e são produzidas num tecido sintético especial chamado Polytex, resistente a danos e impermeável, no caso das Samsonite Torbole, bem como numa conjugação de polytext e pele, nos modelos Samsonite Lucca. 

Os preços destas bolsas variam entre os 14 euros para as Samsonite Torbole e os 21 euros para as Samsonite Lucca. Em ambos os casos, a Hama, que distribui os produtos em Portugal, oferece uma garantia de 10 anos. 

Hama Piccolino USB Vehicle Charger

Por um valor a rondar os 15 euros, pode comprar para oferecer um Hama Piccolino USB Vehicle Charger, um carregador que pode tomar permanentemente o lugar do isqueiro do automóvel, em troca do carregamento de dispositivos como MP3, PDAs e smartphones

Os pais que têm no sofá um dos seus mais fiéis companheiros iriam com certeza apreciar o novo sistema de home cinema com blu-ray BD Live de 2.1 canais da Pioneer. 

O BCS-FS500 tem um design minimalista e vem equipado com descodificação interna dos formatos Dolby TrueHD e DTS-HD Master Audio Essential, portas HDMI, portas USB, upscaling de imagem para 1080p e Deep Colour. O preço de venda é de 699 euros. 

Home cinema

Terminamos com a sugestão da Listopsis, que criou uma oferta em bundle a pensar em cada um dos melhores pais do mundo. Num pacote único, a empresa juntou o portátil Toshiba NB200-12U e o GPS TomTom One IQ Routes Ibérico Edition. 

Disponível em preto, o portátil Toshiba NB200-12U pesa 1,18 kg e vem equipado com um processador Intel Atom N280, 1GB de RAM, disco de 160GB, um ecrã de 10 polegadas e um microfone e uma câmara VGA integrados, sendo fácil de transportar. 

E para que o seu pai encontre sempre o caminho, pelo menos em Portugal e Espanha, sugere-se o GPS TomTom One IQ Routes Ibérico edition, com mapas da Península Ibérica e amplas funcionalidades de actualização dos mapas. 

Este bundle da Listopsis tem um PVP de 432 euros e está disponível até ao dia 07 de Abril.


Fonte Sapo Tek: Montra TeK: Prendas à medida do melhor pai do mundo

terça-feira, fevereiro 16, 2010

O Público e o Kindle

Para os meus queridos leitores (um, portanto, aha) que não sabem ainda o que é o Kindle, eis um artigo composto por mim há mais de um ano, para vos ajudar a conhecer o dito aparelho.

Imaginem-se a andar em transportes públicos que não tenham pessoas a envergar jornais como suas próprias caras, ou a apertá-los debaixo do braço, remetendo-nos para as obsoletas sebentas, ou mesmo ver jornais entalados entre a parede da janela e os bancos, meio-escondidos, à espera do próximo a sentar-se naquele lugar. E, depois, quiçá, abri-lo toscamente, dada a sua largura, incomodando a pessoa do lado com o limite da página, enorme, que aguça o olhar curioso a qualquer um, ou mesmo apenas com o movimento de a estender, a grande janela de folha de papel para o mundo, tocando inconvenientemente com o, agora ainda mais, proeminente cotovelo. Demasiados "desculpe" e "perdão" cuspidos a solavancos nas carruagens. E há ainda os completamente esquecidos, pisados, abandonados nesse curto asfalto do trabalhador, o chão do transporte público com folhas ladinas e atrevidas, escancaradas no caminho, a enrolarem-se nos pés dos transeuntes em últimos pedidos de atenção desesperados.

Mas de que falo eu? Esses jornais são na sua maioria, provavelmente, os gratuitos. Pasquins esses que, tão cedo, "nunca" chegarão ao Kindle.
O jornal Público, fã de inovações no âmbito da Internet, é agora o primeiro jornal português a ser disponibilizado para o formato digital do leitor Kindle, mas sem imagens, tabelas ou suplementos especiais. Com uma mensalidade de aproximadamente 10,25 euros, o jornal é entregue diariamente no Kindle, via wireless, a partir das 06:30 da manhã (horário de Lisboa).
Tudo aquilo de que eu falava anteriormente, não é preciso sequer imaginar, pois parece-me que o Kindle em Portugal não terá números significativos. Além do que, parece-me haver um erro de target: as pessoas que lêem jornais dito sérios enquadram-se numa faixa social de classe média ou alta, e de faixa etária avançada, e fazem-no no conforto a que estão habituados, com os olhos mais que habituados a ler o mundo em folhas impressas de jornal e não em janelas digitais.
O preço do leitor digital de livros, entre outros, é pouco superior aos 100 euros e na América, muito graças à promoção do mesmo no programa da Oprah, já chegou a muitas pessoas. Em Portugal, talvez os adolescentes de hoje, que não manifestam ter grandes hábitos de leitura, e cada vez mais parecem ter os olhos e o cérebro programados para verem tudo num ecrã, provavelmente serão os beneficiários do amanhã dos e-books que entretanto proliferarem no mercado a par com o crescimento das soluções digitais das editoras em Portugal.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Tecno-Evolução

Hoje em dia o "i" é igual a interactivo e o "e" a electrónico. Mas não foi apenas linguisticamente, com a utilização de termos mais abreviados e adaptados de outras línguas, mormente o inglês nestas andanças, que tem tido um crescendo nos comportamentos humanos e societais graças à tecnologia.

A este crescendo que tem como origem o próprio aumento da diversidade e qualidade tecnológicas, soma-se um aumento de simplificação dos processos de decisão e dos comportamentos interpessoais que resulta numa perda de qualidade das experiências e aprendizagens dos mesmos. 

Inicialmente, temos história do Homem que inventava materiais e processos para facilitar a sua vida em termos pessoais e sociais à medida que as necessidades surgiam. Depois, tenho em crer, que se tornou numa questão de conformismo e comodismo: "se eu posso inventar e criar, se tenho essa capacidade, porque não exercê-la para me dar mais conforto".
Isto resultou em que a maioria da tecnologia que é criada nos últimos tempos não tenha, em termos reais, tanta servitude quanto isso, ou seja, podia-se passar bem sem ela. É claro que aliada à urgência do belo e do rápido, a Tecnologia adoptou um estatuto não de "corresponder a uma necessidade humana" mas sim de embelezá-la e de ser objecto de sonho e fugacidade.

O ser humano criou muitos aparelhos aos quais pode dar ordens, comandar e ter imediata satisfação com as suas respostas. Estranha-me verificar que, se antes o Homem criou para poder dar ordens e comandar, agora vê-se escravo desses mesmos aparelhos e não consegue fugir a fazer o que eles ditam, muitas vezes nem se apercebem disso.

Teóricos defendem que os instrumentos que o homem cria, a Tecnologia, é sempre uma extensão dos seus membros e sentidos. Em verdade, é o Homem que desenha e coloca todos os parâmetros e atribui as funcionalidades que os aparelhos têm, até mesmo as ordens/requisitos que eles exigem aos seus usuários. Com isto poderia concluir que o Homem criou a Tecnologia para a comandar e em última instância para se comandar; aliviando-se de uma parte do processo decisivo será que o Homem no fundo fê-lo para se controlar? E tendo-se de facto demitido de certas exigências do pensamento decisório, terá o ser humano realmente afastado a pressão da decisão? 

Parece-me claro que o que foi removido da equação Homem+Tecnologia+Decisão=Acção foi a responsabilidade, dando-se assim um falso alívio da pressão da Decisão e um falso demitir de responsabilidade na Acção. O facto de decidir carregar num botão para obter certa acção, um pouco como quando se paga com o cartão multibanco, retira materialidade e consequente peso da própria acção.

Numa metáfora mais visceral, lembro-me de que como seria menos impactante na consciência de um indíviduo matar alguém com as próprias mãos ou com uma arma. O/s meio/s (medium/media) que se usam para concretizar uma acção suavizam-na, de tal modo que a podem tornar inexistente na mente de quem as pratica. Sim, definitivamente, a Tecnologia (nas mãos do Homem; e estou a falar da usada no quotidiano) pode ser muito perigosa e é motivo de preocupação, em especial para o resultado (e também futuro) que está a ter nas gerações mais jovens.

quinta-feira, janeiro 21, 2010


Quantos já não estiveram numa conversa assim...

terça-feira, novembro 04, 2008

Vêm aí os leitores digitais de livros: Kindle, Sony Reader, iPhone.


Chegaram e estão a começar uma revolução na leitura de livros: os leitores digitais não ferem a vista como os computadores normais, utilizando uma tecnologia de tinta virtual para os livros e permitindo a mudança do tamanho da fonte, também não descuram a possibilidade de escrever notas e marcar as páginas (através de bookmarks) como faríamos num livro tradicional.

Há que salientar a poupança de papel, mas advertir as editoras de livros para esta nova realidade que a pouco e pouco se instala nos EUA. Alegando razões ambientais a própria apresentadora de televisão americana Oprah, iniciou no seu programa uma campanha publicitária dando descontos aos telespectadores que comprem o leitor digital de livros da Amazon, o Kindle. As estatísticas evidenciam que o iPhone, multifuncional, ultrapassou o leitor especializado da Amazon.

Livros que antes não transportávamos connosco para lermos enquanto viajávamos, por serem demasiado volumosos, podemos agora fazê-lo, sempre com o mesmo tamanho do suporte. Prevê-se, pelo facto das gerações mais novas serem adeptas fervorosas da tecnologia virtual, que esta nova forma de leitura terá o seu boom nos próximos anos com esta nova era de utilizadores/leitores.

"Se o leitor de textos digitais permitir algum uso de hipertexto (não exactamente como um navegador de internet, mas pelo menos algum uso contextual de notas), os escritores poderiam explorar de forma mais inteligente as notas de rodapé e pequenos textos complementares.

As próprias notas de rodapé não precisariam estar no rodapé ou indexadas numericamente no final do livro, (o que pode ser incomodativo, porque interrompe a leitura, em vez de permitir que se leia o rodapé e continue no ritmo), poderiam estar clicáveis, abrindo uma caixa para se ler e depois continuar de onde se parou.
Tudo isso para dizer que a plataforma de leitura muda a forma de «usar» o livro, mas não muda a natureza do livro em si, nem a sua importância na sociedade. Adeptos da tecnologia ou não, estes e-book readers vão continuar a crescer e a ficar mais baratos a cada ano.

A nova plataforma também abre novas oportunidades para os arquitectos da informação, que podem planear livros mais interessantes, aproveitando os recursos que a nova plataforma oferece. A versão impressa tem toda informação que a digital tem, mas a forma de navegar pela informação é diferente. Cada um escolhe como quer ler, no papel tradicional, ou no papel digital."